Feriado Municipal - 11 de Novembro Área - 406 Km2
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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da
Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de
??/03/1980
Aprovado pelo da Administração Interna em
04/04/1984
Publicada no Diário da República n.º 91, 2.ª Série
de 17/04/1984*
Armas - De vermelho, com um castelo de prata, composto de 2 torres torreadas unidas por 1 pano de muralha com sua porta de negro, cobertas e rematadas por cataventos e encimadas por 2 estrelas do mesmo metal, que, em chefe, acompanham o escudete das quinas. Coroa mural de prata de 5 torres. Listel branco com os dizeres "Cidade de Torres Vedras", de negro.

Bandeira - Branca. Cordões e borlas de prata e vermelho. Lança e haste douradas.

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Transcrição do parecer
Parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses na sua reunião de Março de 1980.
Assunto: Armas do Concelho de Torres Vedras
A Câmara municipal de Torres Vedras pede:
- Acrescentamento de uma torre na coroa mural, dada a recente elevação a cidade.
- Pequenas alterações de desenhos das peças. inspirando-se numa pedra de armas antiga.
A Comissão de Heráldica, deliberou:
1- Que se acrescente una torre na coroa mural.
2- Que se corrija no listel, Cidade de Torres Vedras em vez de Vila de T. V.
3- O desenho do escudo aprovado por portaria de 27 de Maio de 1937, tem no essencial as mesmas peças e com a mesma distribuição das que figuram na peça existente.
4- Possivelmente por erro de canteiro, as estrelas de oito pontas em vez de cinco, parecem flores e não estrelas heráldicas.
5- O escudo com as quinas não obedece a nenhum estilo, mas parece mais correcto o mesmo na forma de escudo antiga em em ponta, como no brasão de armas aprovado.
6- Não se justifica uma segunda muralha a envolver as torres.
7- Pelas razões supra, esta Comissão de Heráldica não aprovou as alterações -salvo as da coroa mural e do listel, e recomenda que se use o mesmo brasão de armas, estandarte e selo branco aprovado em 1937.
Para informação se declara que tomou parte desta reunião o arqueólogo Senhor Rogério de Figueiroa Rijo, que foi Presidente da Câmara de Torres Vedras e pessoa muito empenhada no estudo deste assunto.
Esta comissão de Heráldica e em particular o seu Secretário, pedem desculpa pela morosidade deste e de outros processos, que se deve a motivos de vária ordem, em especial ao regime de interinidade com que tem funcionado a direcção da Comissão.
Lisboa. 12 de agosto de 1983
Com os melhores cumprimentos.
O secretário
José Bénàrd Guedes
Fonte: Processo do Município de Torres Vedras (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/TVD/UI0019/00195).
*Informação gentilmente cedida pela Biblioteca Municipal de Torres Vedras

Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Secção de Heráldica da
Associação dos Arqueólogos Portugueses de 19/05/1926
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos
Arqueólogos Portugueses de 20/12/1935
Aprovado pelo Ministro do Interior em 27/05/1937
Portaria
n.º 8722, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 122, 1.ª Série de
27/05/1937
Armas - De vermelho, um castelo de prata composto de duas torres torreadas unidas por um pano de muralha com sua porta de negro, cobertas e rematas por cataventos e encimadas por duas estrelas do mesmo metal que, em chefe, acompanham o escudete das quinas. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: "Vila de Torres Vedras" de negro.

Bandeira - Branca. Cordões e borlas de prata e de vermelho. Lança e haste douradas.

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Transcrição do parecer
Parecer apresentado a Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses em sessão de 19 de Maio de 1926.
A patriótica "Comissão de Iniciativa" de Torres Vedras, dirigiu-se á Associação dos Arqueólogos Portugueses para que esta por intermédio da sua Secção de Heráldica, lhe estudasse as armas da mesma Vila.
Vejamos os termos da consulta:
- Torres Vedras 20 de Abril de 1926 - Ex.mo Senhor Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses - Lisboa - Para que esta Comissão, a quem não são indiferentes os assuntos históricos e arqueológicos desta Vila e Concelho possa, a par do inventário que está destinada a fazer dos mesmos, registar oficialmente, com a segurança do douto parecer dessa ilustre Associação, as cores heráldicas do escudo de armas da Vila de Torres Vedras, venho em nome da mesma rogar a V. Ex.ª se digne cuidar do esclarecimento deste assunto.com o que essa Associação prestará um valioso serviço a este concelho que temos em vista bem servir em todas as manifestações de interesse geral.
Como elementos de estudo, tenho a honra de apresentar a V. Ex.ª, os seguintes histórico-arqueológicos que se prendem com o brasão desta Vila. A pedra de armas mais antiga.com a data de 1518 está na escadaria principal dos Paços do Concelho e a gravura junta, que serve nos impressos da Câmara, representa, nos traços gerais, a forma dessa escultura que tem as bandeiras, não em guisa de galhardete, mas sim curtas e as estrelas, uma com oito raios e a outra com sete.
Sobre o chafariz da Fonte Nova existe outra pedra de armas em tudo semelhante, com a data de 1529.
Como se sabe, esta Vila foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, poucos anos depois da conquista de Lisboa.
A luta que aquele rei aqui sustentou foi terrível, do prolongado cerco e da violência dos assaltos resultou os muros serem em parte arrasados e o castelo bastante danificado, levando muitos meses a sua reparação, depois que os mouros ficaram vencidos e mortos na quási totalidade.
D. Afonso Henriques povoou a Vila de Cristãos e foram os novos moradores que sustentaram galhardamente o cerco dos exércitos de Al-Miramolin em 1184.
A carta foral dada por D. Afonso Henriques foi substituída реlo foral doado por D. Afonso III, e este reformado pelo de D. Manuel em 1510.
É portanto a essa época que remontam os monumentos que o passado nos legou, dando forma ás armas da Vila que são as atrás indicadas.
Falta porém saber-se com precisão as cores do escudo e das peças que o compõem, visto que existindo apenas na Câmara um estandarte de há 40 ou 50 anos, ele não nos define essas cores, porquanto o estandarte é de seda branca com o escudo contornado com um filete dourado e o castelo também contornado com o mesmo filete de ouro e a porta bordada a negro. O campo do escudo é a própria seda, havendo apenas uma indicação de que ele seria de vermelho, numa gravura da 2ª edição da Descrição Histórica de Torres Vedras, de Madeira Torres, da qual é copiada, em redução, a gravura junto.
No estandarte da Câmara nada mais há característico.
O escudete nacional tem o campo da mesma seda do estandarte; apenas as quinas são azuis com os besantes brancos e as bandeiras dos castelos estão bordadas nas cores azul e branca.
Se estes elementos não forem suficientes, V. Ex.ª, terá a bondade de perguntar o que mais se lhe oferecer.
A título de curiosidade envio a V. Ex.ª três fotografias das ruínas do Castelo.
Saúde e Fraternidade
O Administrador – Delegado
(a) Julio Vieira
Por esta elucidativa exposição se vê que existem em Torres Vedras os elementos necessários para sabermos como era o selo da Vila e portanto as suas armas.
Com a data de 1518 aparece a mais antiga escultura representando as mesmas armas que se não tem as diferentes peças feitas com correção heráldica, tem o necessário para se poder ordenar com arte.
Com a data de 1529, existe outra escultura em pedra com as mesmas peças.
São da maior importância estes dois elementos pois nos vem indicar que em Torres Vedras a vinheta da folha inicial do Foral novo de D. Manuel não estabeleceu confusão como em quási todas as terras de Portugal que julgaram que as armas nacionais acompanhadas de esferas armilares que se veem na vinheta dos Forais novos dados pelo Rei D. Manuel I, eram as armas locais.
Em Torres Vedras reproduziram-se as referidas armas nacionais e as esferas por cima da porta da fortaleza, mas o município continuou a usar o selo que naturalmente já usava de longa data e que aparece esculpido como acima se vê no ofício transcrito.
No "Chafariz dos Canos", existem umas armas tendo apenas três torres, que não consta, tivesse tal escultura sido usada como selo municipal, ou se de facto era assim o selo antigo de Torres Vedras, tudo leva a crer que do princípio do Século XVI para cá, o selo adoptado é o representado nas esculturas citadas no ofício.
Na Torre de Tombo, no maço 12 da Gaveta 20, sob Nº.41 existe o Processo para a construção do Foral de Torres Vedras que foi dado em Évora a 15 de Agosto de 1250, o qual está registado a folhas 23 do " Livro II dos Bons dos proprios da Rainha "
D. Manuel. I deu Foral novo a esta Vila em Santarém no dia 1 de Junho de 1510 o qual está registado na coluna I de folhas 43 do Livro dos Foraes Novos da Extremadura.
Há referências a este Foral no documento 241 do maço I da Gaveta 6 da Torre do Tombo. Vê-se portanto que as armas de Torres Vedras acima citadas, foram escupidas depois da existência do Foral Novo.
Sou pois de parecer que se devem conservar todas as peças que aparecem nas armas de Torres Vedras e até a forma especial do Castelo que nelas se vê representado apenas com duas torres e estas cobertas e rematadas com cataventos.
O Castelo heráldico português, tem uma forma clássica constando sempre um pano de muralha exterior partindo de dentro três torres sendo a do centro mais alta que as laterais.
O Castelo que tem sido representado nas armas de Torres Vedras não segue esta forma, é composto de duas torres unidas por um pano de muralha.
As pequenas bandeiras ou estandartes que aparecem rematando as torres, lembram as ventoinhas que aparecem nos castelos heráldicos franceses.
Como muito bem diz G. L. dos Santos Ferreira no seu "Vocabulário heráldico" que constitui a III parte do " Armorial Português" o castelo heráldico português não corresponde ao château francês que tem o aspecto duma habitação senhorial fortificada, onde os torreões aparecem cobertos e com pequenas bandeiras que não passam de ventoinhas.
Enfim está previsto na heráldica, que no caso de haver uma circunstância especial que obrigue as diferentes peças a afastarem-se da forma clássicas, se descrevam estas por forma compreensível e minuciosa.
Ora o castelo que há mais de 400 anos figura nas armas de Torres Vedras tem uma composição especial pois consiste como disse em duas torres torreadas, chamando-se assim por terem dois pavimentos, unidas por um pano de muralha com uma porta.
Ainda Santos Ferreira que no mesmo "Vocabulário Heráldico" nos diz que as torres quando cobertas podem ser rematadas por cataventos.
São portanto absolutamente heráldicas as torres que constituem o Castelo destas armas.
Nas armas de Torres Vedras, aparecem duas estrelas encimando as referidas torres, estrelas que podem ter várias significações como por exemplo o ter sido o Castelo tomado de noite aos mouros ou enfim ter a guarnição do Castelo praticado algum feito de noite em sua defesa.
Geralmente nas armas das povoações que foram tomadas aos mouros aparecem crescentes e estrelas. Em Torres Vedras aparecem apenas estrelas como nas armas de Leiria e de Porto de Mós.
Entendemos que devem estas estrelas ter cinco pontas que é como geralmente se representam heraldicamente.
O Chefe portanto das Armas de Torres Vedras é constituído pelas estrelas que encimam as torres, acompanhando as referidas estrelas o escudete das quinas que tem toda a razão para figurar nas mesmas armas por esta Vila ter sido propriedade das Rainhas de Portugal, casadas com D. Afonso III, D. Dinis, D. Fernando, D. João I, D. Duarte, D. João II e D. Manuel, tendo tido também o senhorio da Vila várias Infantas.
Em Torres Vedras houve por vezes reuniões de cortes, enfim há motivos de sobejo para que o escudete das quinas figure no chefe das suas Armas.
O campo das armas deve ser vermelho como referência ao combate que D. Afonso Henriques sustentou para tomar o Castelo aos Mouros. O Vermelho em heráldica é o esmalte que tem o primeiro lugar e significa: vitórias, ardis e guerras.
O Castelo e os cataventos devem ser de prata assim como deste metal devem ser as estrelas que encimam as torres.
O escudete das quinas tem as suas cores próprias.
Resumindo proponho pois que as armas de Torres Vedras devem ser
- De Vermelho, com um castelo de prata composto de duas torres torreadas unidas por um pano de muralha com sua porta de negro, cobertas e rematadas por cataventos e encimadas por duas estrelas do mesmo metal que em chefe acompanham o escudete das quinas. -
Coroa mural em prata de quatro torres por ser vila.
Como as peças das armas são de prata, a bandeira deve ser branca com um metro por lado, tendo em volta das armas uma fita vermelha com os dizeres a branco Torres Vedras.
Lisboa, 19 de Maio de 1926
[Affonso de Dornellas].
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município de Torres Vedras (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/TVD/UI0019/00195).
Ligação para a página oficial do município de Torres Vedras

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