Feriado Municipal - 24 de Junho Área - 146 Km2

Freguesias - Civil parishes

Lourinhã e AtalaiaMiragaia e MarteleiraMoita dos FerreirosReguengo GrandeRibamarSanta BárbaraSão Bartolomeu dos Galegos e MoledoVimeiro

Separador - Divider

Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de ??/05/1940
Aprovado pelo Ministro do Interior em 05/11/1941
Portaria n.º 9923, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 258, 1.ª Série de 05/11/1941

Armas - De vermelho, com um loureiro de verde frutado de ouro num terrado de negro realçado de verde. O tronco acompanhado por duas flores de lis de ouro. Em chefe um crescente de prata e um sol de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel de branco com os dizeres, a negro: "Vila da Lourinhã".

Brasão do Município da Lourinhã - Lourinhã municipal coat-of-arms

Baseado no desenho original de João Ricardo Silva

Separador - Divider

Bandeira - Esquartelada de amarelo e de verde. Cordões e borlas de ouro e de verde. Haste e lança douradas.

Bandeira e estandarte do Município da Lourinhã - Lourinhã municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

Divisor Lisboa - Lisbon Divider

Transcrição do parecer

Pelo Parecer da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, aprovado em sessão de 12 de Junho de 1929, foram ordenadas as armas, bandeira e selo da Vila da Lourinhã, pela forma seguinte:

ARMAS - De vermelho com um loureiro de verde frutado de ouro num terrado de negro realçado de verde. O tronco acompanhado por duas flores de lis de ouro. Em chefe um crescente de prata e um sol de ouro.

Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro "Vila da Lourinhã". -

BANDEIRA - Esquartelada de amarelo e de verde. Cordões e borlas de ouro e de verde. Haste e lança douradas.

SELO - Circular tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta dentro de círculos concêntricos os dizeres Camara Municipal da Lourinhã". -

A bandeira quando destinada a cortejos e cerimónias, tem a área de um metro quadrado, é de seda e bordada, quando destinada a arvorar é de filele tem as dimensões que se julgarem necessárias, podendo dispensar as armas.

Se a Câmara Municipal de Lourinhã concordar com este Parecer deverá transcrever na acta as descrições das armas bandeira e selo, como acima vai indicado e enviar uma cópia autenticada da mesma acta ao Ex Sr. Governador Civil com o pedido de a remeter å Administração Política e Civil do Ministério do Interior, para no caso do Sr. Ministro concordar ser publicada a respectiva portaria.

Lisboa, Maio, 1940.

adornellas

Affonso de Dornellas.

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: Processo do Município da Lourinhã (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/LNH/UI0018/00189).

Separador - Divider

Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Secção de Genealogia e Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 12/06/1929

Armas - De vermelho com um loureiro de verde frutado de ouro assente num terrado de negro e acompanhado de duas flores de lis de ouro. Em chefe uma lua de prata e um sol de ouro. Coroa mural de quatro torres.

Brasão do Município da Lourinhã - Lourinhã municipal coat-of-arms

Baseado no desenho original de João Ricardo Silva

Separador - Divider

Bandeira - Bandeira com um metro quadrado, de amarelo e de verde. Fita branca com letras pretas. Cordões e borlas de ouro e de verde. Lança e haste douradas..

Bandeira e estandarte do Município da Lourinhã - Lourinhã municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

Informação gentilmente cedida pela Câmara Municipal da Lourinhã

Divisor Lisboa - Lisbon Divider

Transcrição do parecer

Parecer apresentado por Affonso de Dornellas á Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos e aprovado em sessão de 4 de Junho de 1929.

A antiquíssima Vila da Lourinhã, no intuito de definir os esmaltes das suas Armas e as cores do seu Estandarte, dirigiu-se á Associação dos Arqueólogos nos seguintes termos:

"CÂMARA MUNICIPAL DA LOURINHÃ - Comissão Administrativa – Nº 322 -Lourinhã, 14 de Fevereiro de 1929 Ao Ex.mo Sr. Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses, Lisboa. - De conformidade com o deliberado pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal deste concelho, a que presido, tenho a honra de vir solicitar da prestimosa Associação de que V. Ex.ª é digno Presidente os esclarecimentos que, porventura, possa fornecer acerca do seguinte:- Anda esta comissão Administrativa empenhada em saber, com absoluta certeza e segurança, se o escudo deste município, esculpido em pedra - já muito deteriorada pela antiguidade - existente na fachada do edifício dos Paços deste concelho, possui todos os distintivos e características que bem traduzam a origem desta antiquíssima vila e o seu passado histórico. - Este brasão de armas consta de UM ESCUDO COM UM LOUREIRO AO CENTRO, TENDO Á DIREITA DESTE DUAS FLORES DE LIZ E Á ESQUERDA, NA PARTE INFERIOR DO ESCUDO, OUTRA FLOR DE LIS E NA SUPERIOR UM CRESCENTE COM CARA E OS BICOS VOLTADOS PARA O LOUREIRO. - No estandarte desta municipalidade - que é de seda adamascada de cor azul celeste - acha-se bordado ao centro este escudo, assentando o loureiro em campo de oiro e o crescente é de prata sem cara. - Como, porém, devido a um motim popular originado pela supressão deste concelho em fins de 1867, tudo o que de bom existia no arquivo municipal desaparecesse no incêndio que a populaça desenfreada lançou, também foram na voragem os forais dados: o 1º pelo fundador desta vila, o cavaleiro francês Don Jourdain, que foi confirmado por Don Afonso II e Don Afonso III e o 2º por Don Manuel I; e ainda como o actual estandarte a que atrás faço referência, fosse adquirido por ocasião do centenário da Guerra Peninsular, receia esta Comissão Administrativa que quer nas Armas quer na cor da seda do referido Estandarte a heráldica se ache atraiçoada. Assim ouso apelar para a comprovada sapiência dos ilustres membros que compõem essa Associação, a fim de ser elucidado sobre se as Armas de Domínio deste concelho de Lourinhã são as que neste ofício se acham indicadas; se o respectivo escudo deverá ser encimado por uma coroa mural e se a cor do actual estandarte deverá ser a azul celeste e, não sendo esta, qual a que lhe pertence. - Com os protestos da minha mais elevada consideração e com o pedido breve da publicação da resposta ao assunto deste ofício no "Elucidario Nobiliarquico" de que esta Câmara é assinante, desejo a V. Ex.ª - Saúde e Fraternidade. - O Presidente (a) João Higino Macário." -

É interessante o facto de serem sempre bem ordenadas as Armas de Domínio que datam do princípio da Nacionalidade.

A heráldica quanto mais antiga, mais compreensível é e mais bem ordenada está.

Não admira porém que através dos séculos haja qualquer má interpretação e portanto qualquer peça mal representada por se confundir com outra, que não se possa definir bem por estar deteriorada pela acção do tempo, no sítio onde se encontra esculpida, pintada ou bordada.

As Armas da Lourinhã, constituem um bom exemplo da heráldica antiga.

Reza a tradição que D. Afonso Henriques deu a Lourinhã ao Cruzado Jordão que entrou na Tomada de Lisboa.

Parece que na área da Lourinhã têm aparecido vários objectos romanos o que pode indicar que já existia a povoação de que Jordão foi senhor.

Quer esta povoação já estivesse formada, quer fosse fundado por Jordão, o que é facto é que este Cruzado lhe deu foral que foi confirmado em Santarém em Março de 1218, conforme consta a folhas 16 do Livro de Forais Antigos de Leitura Nova; a folhas 45 v. do Livro primeiro dos Bens dos próprios dos Reis e Rainhas e ainda sob nº22 do maço 9 da gaveta 15, tudo existente na Torre do Tombo.

Teve o mesmo foral segunda confirmação dada em Lisboa a 16 de Outubro de 1251 conforme se pode verificar no referido maço 9 da gaveta 15.

O Rei D. Manuel I deu-lhe foral novo em 1 de Junho de 1512, que está registado a folhas 64 do Livro dos Foraes Novos da Extremadura.

Muitos dos nomes antigos de povoações foram postos por pessoas que as fundaram e que lhe deram o nome da terra em que nasceram.

Por exemplo, os portugueses fundadores de muitas povoações do Brasil, puseram-lhes o nome da terra onde nasceram em Portugal, assim como os espanhóis fundadores de povoações na América lhes puseram os nomes das terras onde nasceram em Espanha.

São seis Lisboas fundadas naturalmente por pessoas naturais da Capital Portuguesa ou naturais de Lisboa povoação da freguesia de Tangil no concelho de Monção; ou de Lisboa existente na Costa de Cabinda, na província de Angola ou ainda, de Lisboinha de Além ou de Lisboinha de S. José, ambas da freguesia de Pousa Flores do concelho de Figueiró dos Vinhos.

Isto que sucede com Lisboa, sucede com centenas de nomes de povoações, conforme se pode verificar em qualquer Dicionário Geográfico.

Muitas povoações portuguesas têm os nomes das terras da naturalidade dos seus fundadores, o que muitas vezes dificulta o estudo etimológico dos mesmos nomes, por estarem estropiados.

Durante a primeira dinastia vieram para Portugal muitos estrangeiros fugidos ao feudalismo da sua pátria que vieram gozar as liberdades e regalias que aqui eram dadas.

D. Afonso Henriques na ânsia de ampliar o território do seu domínio, reconheceu que era indispensável chamar gente de fora para ir povoando o terreno que ia conquistando e assim deu início á propaganda das liberdades que concedia. Os Reis seus sucessores ampliaram ainda mais as vantagens a conceder e assim a população cresceu e desenvolveu-se, fundando povoações eu reconstruindo as que estavam arrasadas.

O Cruzado Jordão reconstruiu ou fundou uma povoação a que pôs o nome de Lourinhã. Seria este o nome da sua terra natal? Não se sabe, mas, procurando probabilidades veremos que em França ainda hoje existem povoações com os seguintes nomes: - L'Aurignac - Laurénan - Lérigneux - Lorient - Lorignac - Lorigné - L'Orgnac - L'Orignac etc., etc..

Terá a nossa Lourinhã a sua origem em alguma destas povoações?

Não sei; pois só uma aturada e minuciosa investigação é que nos poderia levar a tal conhecimento, mas o que sei é que de longa data existem flores de lis nas Armas da Lourinhã, portanto, a sua origem deve ter relação com elementos franceses.

São raras as armas antigas das cidades e das vilas de Portugal que não tenham em chefe ou em lugar de honra, a lua e o sol.

Várias tem sido as interpretações dadas a representação destes astros usados como ornamentos ou com vários significados por todas as civilizações antigas, aparecendo ao mesmo tempo em monumentos de vários pontos do mundo.

Em Portugal, sempre que se consegue conhecer a forma das Armas de uma cidade ou vila com existência marcada dentro da primeira dinastia, lá vamos geralmente encontrar o sol e a lua, confundindo-se muitas vezes o sol com uma estrela.

As estrelas na heráldica representam geralmente façanhas praticadas de noite.

Os crescentes isolados tem geralmente relação com os mouros, mas o sol e a lua juntos, sendo a lua representada em forma de crescente mas na posição heráldica de deitado ou seja, com as pontas voltadas para o flanco direito do escudo, tem uma significação especial, indicam que o selo municipal era considerado com força, com poder permanente, de dia e de noite e para todo o sempre ou então, seria para indicar que o mesmo selo, além do poder que inspirava, estava sujeito a um poder mais alto, o poder celestial representado pelos principais astros, enfim, inúmeras interpretações se podem dar a tal representação, sendo facto porém que o sol e a lua tal como se veem nas Armas de Domínio antigo e até nas moedas, pois nas moedas portuguesas encontramos também estes elementos até D. João I, vêem-se também por cima da porta das Igrejas, em altares, enfim em vários sítios e em lugares por tal forma categorizados que se depreende que os mesmos emblemas eram adoptados com a maior das considerações.

Nas Armas da Lourinhã e portanto no seu antigo selo, existe um crescente em chefe em posição de representar a lua e não como representação moura, pois que está deitado, existindo, no lado oposto, uma flor de lis que certamente não figurou nas Armas antigas. O que lá devia estar era um sol, que, deteriorado ou mal interpretado, se transformou numa flor de lis aos olhos de quem o viu.

A árvore central como símbolo da força ou como representação de florestas locais, está acompanhada de duas flores de lis, significando com certeza a origem do fundador ou reconstituidor, do tal Jordão, pelo que não havia a menor razão para que em chefe e apenas num dos lados do escudo fosse colocada outra flor de lis. Seria uma demonstração clara de má ordenação. Dentro da composição de umas armas nunca se representa um facto em mais de um ponto ou, por outra, não se representa duas vezes.

O significado originário da França esta representado, e muito bem, pelas duas flores de lis acompanhando a árvore, por conseguinte, o mesmo facto não podia figurar no chefe fazendo simetria com a lua.

A árvore que figura nas Armas da Lourinhã, naturalmente, de princípio, não quis representar um loureiro, mas a tendência de querer tornar as Armas falantes, resultou que a árvore se transformasse num loureiro o que achamos muito bem, visto que assim simplifica a sua compreensão.

Temos pois que o selo da Lourinhã consiste num loureiro assente num terrado e acompanhado de duas flores de lis. Em chefe a lua e o sol. Como o selo é transformável em Armas e estas devem ser assentes num estandarte, vamos então tentar ordenar os esmaltes das Armas e as cores do estandarte:

- De vermelho com um loureiro de verde frutado de ouro assente num terrado de negro e acompanhado de duas flores de lis de ouro. Em chefe uma lua de prata e um sol de ouro. Coroa mural de quatro torres.

Bandeira com um metro quadrado, de amarelo e de verde. Fita branca com letras pretas. Cordões e borlas de ouro e de verde. Lança e haste douradas.

Ora sucede que a Lourinhã manteve guerras com os castelhanos, pelo que propomos que o campo seja vermelho por ser o que em heráldica significa vitórias e guerras. O loureiro é de sua cor e os frutos de ouro significam a riqueza local.

Proponho que o terrado seja de negro porque, além deste esmalte em heráldica corresponder a terra, significa firmeza e honestidade.

Proponho o ouro para as flores de lis, porque este metal em heráldica significa humildade e riqueza.

O sol e a lua estão representados nos esmaltes que a heráldica lhe destinou.

A coroa mural é de quatro torres, porque assim são representadas as Vilas.

[Affonso de Dornellas].

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: Processo do Município da Lourinhã (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/LNH/UI0018/00189).

Ligação para a página oficial do município da Lourinhã

Separador - Divider

Municípios do distrito de Lisboa - Lisboa district municipalities
AlenquerAmadoraArruda dos VinhosAzambujaCadavalCascaisLisboaLouresLourinhãMafraOdivelasOeirasSintra Sobral de Monte AgraçoTorres Vedras Vila Franca de Xira

Separador - Divider

Distritos/Regiões Autónomas - Districts/Autonomous Regions
AveiroBejaBragaBragançaCastelo BrancoCoimbraÉvoraFaroGuardaLeiriaLisboaPortalegrePortoSantarémSetúbalViana do CasteloVila RealViseuAçoresMadeira

Separador - Divider

IndexHeráldicaHistóriaLegislaçãoHeráldica AutárquicaPortugalUltramar PortuguêsA - Z Miniaturas (Municípios) Miniaturas (Freguesias) Miniaturas (Ultramar)LigaçõesNovidadesContacto

Anterior - PreviousPróximo - Next