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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 03/11/1937
Aprovado pelo Ministro do Interior em 06/04/1938
Portaria n.º 8971, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 79, 1.ª Série de 06/04/1938

Armas - De prata com um azambujeiro de verde, frutado do mesmo e sustido arrancado de negro acompanhado por duas flores de lis de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Azambuja" de negro.

Brasão do Município de Azambuja - Azambuja municipal coat-of-arms

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Bandeira - De verde. Cordões e borlas de prata e de verde. Haste e lança douradas.

Bandeira e estandarte do Município de Azambuja - Azambuja municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

Informação gentilmente cedida pela Câmara Municipal de Azambuja

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Transcrição do parecer

Parecer apresentado por Affonso de Dornellas a Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 3 de Novembro de 1937.

Quando, em 27 de Abril de 1922, foi aprovado o parecer referente ás armas, bandeira e selo da Vila de Azambuja, ainda não existiam oficializadas as regras sobre heráldica municipal, o que só sucedeu pela circular de 14 de Abril de 1930 expedida pela Direção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior.

Segundo as referidas regras, a simbologia da Vila da Azambuja fica assim estabelecida:

ARMAS - De prata com um zambujeiro de verde, frutado do mesmo e sustido e arrancado de negro, acompanhado por duas flores de lis de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila da Azambuja" a negro.

BANDEIRA - De verde. Cordões e borlas de prata e de verde. Haste e lança douradas.

SELO - Circular, tendo ao centro as pegas das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal da Azambuja". -

Como a peça principal das armas, o zambujeiro, é de verde, a bandeira é deste esmalte. Quando destinada a cortejos ou outras cerimónias, a bandeira tem a área de um metro quadrado, é de seda e bordada. Quando destinada a arvorar, é de filel e terá as dimensões julgadas necessárias, podendo neste caso dispensar as armas.

A prata indicada para o campo das armas significa heraldicamente humildade e riqueza. O verde e do zambujeiro é o esmalte que denota fé e esperança. O sustido e arrancado é de negro, esmalte que simboliza a terra e significa firmeza e honestidade. O vermelho das flores de lis, representa a força, a vida, a energia e a actividade.

Com estas peças e estes esmaltes fica a história, a riqueza regional e a índole dos naturais da Vila de Azambuja bem representadas.

Se a Câmara Municipal concordar com este parecer, deverá transcrever na acta a descrição das armas, bandeira e selo tal como atrás se indica e enviar uma cópia autenticada dessa acta ao Sr. Governador Civil, acompanhada dos desenhos rigorosos da bandeira e do selo, pedindo-lhe para remeter esses elementos a Direcção Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior para, no caso do Sr. Ministro concordar, ser publicada a respectiva portaria.

Lisboa, Novembro de 1937.

[Affonso de Dornellas].

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: Fonte: Processo do Município da Azambuja (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/AZB/UI0018/00184).

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Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Secção de Heráldica e Genealogia da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 27/04/1922

Armas - De prata com um zambujeiro verde acompanhado de duas flores de lis vermelhas.

Brasão do Município de Azambuja - Azambuja municipal coat-of-arms

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Bandeira - De verde.

Bandeira e estandarte do Município de Azambuja - Azambuja municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Transcrição do parecer

Comunicação apresentada por Affonso de Dornellas em sessão da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, efectuada em 11 de Abril de 1923 referente ao parecer destas armas, aprovado em sessão de 27 de Abril de 1922.

Na Associação dos Arqueólogos Portugueses, foi recebido um ofício da Câmara Municipal da Azambuja, que remetido á Secção de Heráldica e de Genealogia, foi lido em sessão de 7 de Abril de 1922.

Vejamos o conteúdo desse ofício:

Azambuja, 30 de Março de 1922. - Á Ex.ma Associação dos Arqueólogos. - Lisboa. - Nº 49. - Pelo Ex.mo Sr. Presidente da Junta Geral deste Distrito, foi-nos comunicado que a Ex.ma Associação dos Arqueólogos se prestava a auxiliar os estudos que os municípios pretendem fazer sobre a sua heráldica; como este Município não tem bandeira municipal e deseja adquiri-la, muito gratos ficaríamos a V. Ex.as se nos indicassem qual a forma e desenho a adoptar para a mesma assim como para o selo. Saúde e Fraternidade. O Presidente da Comissão Executiva (a) Alberto de Noronha.

Este ofício é escrito em papel timbrado com as Armas que a Azambuja sempre tem usado e que deve continuar a usar como adiante demonstrarei.

Fui encarregado de formular o respectivo parecer tendo num rápido exame feito á história da Azambuja e a diferentes obras como adiante irei expondo, verificado que as Armas que esta Vila usa, devem existir desde a fundação deste povoado.

Segundo as regras heráldicas estudei-lhe as cores mais próprias e de pronto expus na reunião da Secção de Heráldica efetuada em 27 de Abril de 1922 o que deixo exposto, sendo resolvido que assim se comunicasse á Câmara Municipal da Azambuja que agradeceu.

Prometi um estudo mais detalhado sobre o assunto e nisso consiste a breve comunicação que se vai seguir.

Reza a tradição que D. Afonso Henriques deu a Lourinhã ao Cruzado Jordão que entrou na Tomada de Lisboa.

A Vila de Azambuja faz parte do Distrito de Lisboa e é sede de concelho. É povoação antiquíssima rezando a tradição que os Romanos lhe chamavam «Oleastrum« e os Árabes «Azzabuja», nome que significa Olival Bravo e que o Dicionário Portugal diz por engano, significar animal bravo.

D. Manuel I em 7 de Janeiro de 1513, em Lisboa, deu-lhe novo foral.

A Azambuja além de ser notável por ser uma planície abundantíssima de águas formando um complemento de campos e lezírias duma fertilidade maravilhosa, tem junto o célebre Pinhal de Azambuja mandado semear pelo Rei lavrador, D. Diniz, em 1296.

No “Dicionario Geographico de Portugal” preciosa obra inédita existente na Torre do Tombo, a folhas 945 sob n.º 66 do Tomo V, está a descrição da Azambuja feita pelo Prior da mesma terra, Manuel Marques do Amaral em 1 de Abril de 1758.

Vejamos alguns períodos desta pequena mas interessante monografia.

- He terra de Donatario, e o hé ao presente o Preclarissimo Don Antonio Rolim de Moura, mas não tem o dito Donatario tributo algum dos moradores, nem dos fructos, e só tinha a estalagem, e fornos de pão com prohibição de os haver particulares, e nomeava os officios da Justiça de propriedade vitaliciamente, e confirmava as datas da Camara de Sesmarias, mas de todas estas cousas e regalias se tem tomado posse para a Coroa com o fundamento de não ter o dito Donatario as doações correntes.

Depois referindo-se á população diz:

- Tem ao presente quatrocentos e cecenta fogos e mil e trezentas e quarenta pessoas de sacramento e menores cento e trinta.

Por achar esta descrição muito interessante mandei tirar uma cópia para oferecer á Câmara Municipal respectiva.

Não consta que esta antiga povoação tivesse sido fortificada anteriormente a D. Afonso Henriques.

Quando da Tomada de Lisboa pelos Cruzados em 1147, D. Afonso Henriques, que queria aumentar a população do território já conquistado, ofereceu grandes regalias aos cruzados que desejassem passar a residir em Portugal, dando-lhe grandes extensões de terreno e até povoados.

A Azambuja coube a um desses Cruzados cujo nome ainda é um mistério como se conclui pelas obras e documentos que consultei.

A versão que mais se tem mantido, é que se chamava Gil Rolim.

Compreende-se que os nomes de pessoas, empregados naquela época, são muito ou pelo menos bastante diferentes da forma como hoje se pronunciam e até se escrevem.

Seria de facto Gil?

Como a Ilustre Família dos Condes de Azambuja, descende dos antigos Rolins, os genealogistas do passado que pecaram dos mesmos vícios que muitos dos genealogistas de agora, que querem sempre ir mais além nas gerações do que aquelas que tem por seguras e documentadas, adivinharam que este D. Gil Rolim, porque lhe dão Don, era inglês e filho dos Condes de Chester.

Parece que deve haver engano em dizer que Gil Rolim era inglês, e como adiante demonstrarei não tinha probabilidade de ser filho dos Condes de Chester.

O primeiro nome que parece Gil Rolim deu á região que D. Afonso Henriques lhe distribuiu foi de Vila Franca, que alguns estudiosos do passado, querendo que Gil Rolim fosse inglês para lhe manterem aquela filiação, dizem que quer dizer - isenta de impostos -, era franca por não pagar impostos.

Essa regalia, com certeza não dava o título á terra, chamou-lhe Franca, naturalmente por ser povoada por Franceses ou por ter sido dada a um francês.

Foi a Azambuja, pelas sucessivas guerras, completamente arruinada pelo que em Janeiro de 1200, D. Sancho I, dando-lhe foral a reedificou dando-a a D. Rolim de Moura que segundo a tradição era filho de D. Gil, ou Childe, ou muitas outras variantes.

A aplicação de Don antes de Rolim, dá talvez a perceber que Gil seria uma corrupção de Sir, título inglês, como o de Childe parece que é o nome que se dava em inglês ás terras que constituíam uma área a que hoje chamamos freguesia e naturalmente neste Gil, Childe e outras coisas parecidas, houve quem visse Chester e arranjou-se uma tal confusão que de forma alguma há, assim num estudo sumário como este, tempo para pôr a claro.

Vila Franca de Xira tem neste o seu nome e na sua fundação, muitas relações com a fundação da Azambuja.

Como também estou tratando do brasão de Vila Franca de Xira, terei ocasião de aproximar a história da fundação destas duas Vilas.

O Visconde de Sanches de Baena quando trata dos Condes da Azambuja no seu arquivo Heráldico-Genealógico, diz que D. Sancho conforme se vê a folhas 280 verso do Livro 2.º da Extremadura, deu a povoação da Azambuja a Mr. Rolim e outros flamengos que vieram ajudar este Rei D. Sancho.

É portanto já outra versão.

De tudo isto o que deduzo de importante, á que a seguir a 1147, ou seja, depois da tomada de Lisboa, a Azambuja, teve o nome de Vila Franca.

Nos Livros 7 e 13 da Extremadura, respectivamente a folhas 291 e 117, há documentos já mais modernos que frisam bem quem eram os Senhores da Azambuja, pois que esse registo consta duma Carta do Rei D. Manuel que confirma a D. Rodrigo de Moura o senhorio da Azambuja conforme tinha sido dado a seu pai Don Rolim.

Nesta carta são citadas outras de D. Fernando, D. João I e D. Afonso V em que Azambuja foi dada ao pai de D. Rolim que se chamou D. Fernão de Moura e era Cavaleiro e que este era filho de D. Alvaro Gonçalves de Moura.

Portanto não há a menor duvida que de longa data pertence a Vila da Azambuja aos Rolins de Moura e que sendo tão nobres e de tão grandiosa tradição não lhe é necessário inventar que D. Gil de Moura era filho dos Condes de Chester.

O Senhorio da Azambuja passou para casa dos Condes de Vale dos Reis pelo casamento do 2. Conde, Nuno de Mendonça, em 1707 com D. Luiza de Castro e Moura, filha única e herdeira da grande casa de Ruy de Moura Telles e de sua mulher também D. Luiza de Castro e Moura, filha herdeira de D. Francisco Rolim de Moura, 1º senhor da Azambuja.

Deste Conde de Vale do Reis, foi 4.º neto o 1º Marquês de Loulé, D. Agostinho Domingos José de Mendonça Rolim de Moura Barreto, que foi pai do 1.º Duque de Loulé D. Nuno José Severo de Mendonça Rolim de Moura Barreto que casou com a Senhora Infanta de Portugal D. Ana de Jesus Maria, filha d'El-Rei e Senhor D. João VI e da Rainha Senhora D. Carlota Joaquina.

Tem-se repetido portanto que os Rolins são de origem inglesa por o primeiro cá conhecido, D. Childe ou D. Gil Rolim, ser filho do Conde de Chester, descendente dos Reis de Inglaterra, mas, Pinho Leal que algumas vezes tem muito razão, a páginas 286 do seu primeiro volume, no artigo «AZAMBUJA», referindo-se aos Rolins, repetindo a tradição da descendência dos Reis de Inglaterra, diz - porém um manuscrito antigo que possuo diz o seguinte - Rolim, apelido nobre em Portugal, cuja família precede de Child (ou Gil) de Rolim, da família dos Duques de Borgonha, em França; o qual veio por segundo comandante da esquadra combinada, que ia á conquista da Terra Santa, composta de 180 velas, e que entrou em Lisboa a 12 de Abril de 1147. Ajudou a El-rei D. Afonso Henrique a tomar Lisboa aos Mouros. Ficando Child de Rolim em Portugal, o rei lhe fez mercê da Vila da Azambuja, para ele e seus descendentes.

Inclino-me mais para esta versão. os Rolins são de origem francesa.

Tenho dois pontos capitais para reforçar esta minha suposição, uma é o primitivo nome de Azambuja ser «Vila Franca» e outra é que não houve por estas épocas Condes de Chester que se chamassem Rolim como vamos passar a ter conhecimento.

O Armorial Général Précédé d'un Dictionnaire des termes du blason par J. B. Rietstap. Tome II. Deuxième Edition, refundue et augmenteé. Gonda. G. B. van Goor Zonen. 1887, tem grande quantidade de Rolins com um e com dois II, Raoulins e Raulins de variadíssimas procedências, incluindo Borgonha, mas não tem Rolins ou coisa parecida, descendentes dos Condes de Chester ou descendentes dos Reis de Inglaterra.

É tudo principalmente e quási na totalidade francês pois que a não serem francesas, apenas encontro uma família Rollim de origem alemã e outra escrita no plural «Rollins» dos Estados Unidos da América do Norte que naturalmente foi de cá de Portugal pois que o brasão tem grandes afinidades como passo a expor:

Rolim (Portugal) - De Vermelho, com cinco espadas de prata, guarnecidas de oiro, postas em sautor, as suas pontas para baixo. -

Rolins (Estados Unidos) - De sable á trois péese d’argent, ranées en fasce. Cimier: un bras armé, tenant un badelaire. Divise: Congnosce te ipsum.

Ora a primeira colónia inglesa que se estabeleceu no território que hoje é abrangido pelos Estados Unidos da América foi na baia de Chesapeake, na margem do James em 1607 com a denominação de Jamestown. A independência da América foi proclamada em 4 de Julho de 1776, deixando de ser inglesa.

Para a América do Norte tem ido gente de todo o mundo, portanto de onde iriam os Rolins que usam espadas no brasão, quando muito anteriormente existiam cá em Portugal com os mesmos emblemas heráldicos e quando não aparecem Rolins com este brasão em qualquer outro país?

Vejamos agora como se chamaram e que brasões tiveram os Condes de Chester em Inglaterra por aqueles tempos:

- A Família Abrincis ou Avranches, Condes de Chester em Kent, Inglaterra, por mercê de 1119 com o título de Barões feudais, tinham por brasão: De ouro com cinco asnas de vermelho.

- A Família Blundeville, Condes de Chester, em Inglaterra, tiveram por brasão: De azul com três feixes de trigo de ouro.

- A Família Kyveliok, Condes de Chester em Inglaterra por mercê de 1322, tiveram por brasão: De azul com seis feixes de trigo de ouro.

- A Família Meschines, Viscondes de Bayeux e Condes de Chester em Inglaterra por mercês de 1120 e 1232, tiveram por brasão: De vermelho com um leopardo rampante de prata.

São estas as famílias que em Inglaterra tiveram o título de Condes de Chester. Será um Rolim descendente de alguma destas famílias quando na época deste cruzado, como acima deixo exposto, não havia qualquer família Rollim que existisse em Inglaterra com brasão, quanto mais Condes de Chester?

Não, Gil Rolim, Senhor de Azambuja, era de origem francesa, crismou a sua Vila com o nome de Vila Franca e ainda hoje temos a demonstração desse facto no interessantíssimo brasão do Município que é o aproveitamento do antigo selo e que tem duas flores de lis acompanhando um zambujeiro ou oliveira brava.

Eu bem sei que nos tempos de D. Afonso Henriques eram as terras povoadas com franceses que emigravam da sua pátria para fugirem ao feudalismo e ainda por aí há muitas terras com nomes originários de França, como se eu for estudando os brasões das terras de Portugal, irei indicando, mas se Gil Rollim fosse inglês, mesmo que mandasse vir franceses, não punha á terra que lhe foi doada a si e não aos seus habitantes o nome de Vila Franca.

A grande confusão da nossa história e este dulce farniente que sempre foi o nosso maior trabalho, deixa com uma suposta consciência que se aproveite a primeira história que qualquer romancista deseje inventar. E depois o desejo de todos querermos levar a família um pouco mais longe do que o que os documentos indicam é o mais português possível.

Naturalmente os Rolins, quando quiseram em Portugal estudar a origem da sua família, foram até ao tal cruzado e como ainda acharam pouco dão-lhe como origem Inglaterra, da família dos Condes de Chester, não esquecendo sempre dizer que estes eram descendentes dos Reis de Inglaterra. E pronto, chegou-se á meta que nestes casos é sempre uma família reinante. Pois não me parece, e aqui fica levantado o alvitre de que os Rolins eram franceses e enquanto não me provarem o contrário do que aqui deixo, para mim, os Rolins vieram de França.

Ora portanto o tradicional e histórico brasão de Azambuja, deve continuar por tempos definidos a ser:

- De prata com um zambujeiro verde acompanhado de duas flores de lis vermelhas.

Este brasão deve ser assente numa bandeira verde por ser a cor da sua peça principal, o zambujeiro.

Consistiu portanto este nosso estudo, em tentar procurar as razões da existência do antiquíssimo brasão da Vila da Azambuja, em lhe atribuir as cores obedecendo ás regras da heráldica e em aconselhar a cor da bandeira, que deve ter um metro por lado não incluindo a bainha para a haste.

Sobre as armas deve colocar-se uma coroa de quatro torres, que indica a categoria de vila.

Vejamos um ofício da Câmara Municipal de Azambuja:

- Azambuja 28 de junho de 1923. N. 71. Ex.ma Associação dos Arqueólogos. Lisboa. A Comissão Executiva da Câmara Municipal do Concelho de Azambuja, a que me honro de presidir, em sessão ontem realizada, ao tomar conhecimento do estudo feito sobre o brasão da Azambuja, pelo ilustre arqueólogo Affonso de Dornellas, incumbe-me de o agradecer a V. Ex.as e em especial ao Ex.mo Sr. Affonso de Dornellas, aquele estudo que nos interessava imenso. Aguardando o prometido desenho da bandeira, tenho a honra de desejar a V. Exª Saúde e Fraternidade. O Presidente da Comissão Executiva (a) Alberto de Noronha.

[Affonso de Dornellas].

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: DORNELLAS, Affonso de, «Azambuja», in Elucidário Nobiliarchico: Revista de História e de Arte, I Volume, Número XII, Dezembro 1928, pp. 357-361.

Ligação para a página oficial do município de Azambuja

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