Feriado Municipal - Segunda-feira de Pascoela Área - 827 Km2

Elevação da sede do município à categoria de cidade pela Lei n.º 08/2005 de 26/01/2005

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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 02/06/2005
Estabelecida em reunião da Assembleia Municipal, em 29/08/2005
Publicada no Diário da República n.º 190, 3.ª Série, Parte A de 03/10/2005

Armas - Escudo de vermelho, castelo de prata entre dois sabugueiros de verde, floridos de prata; campanha diminuta de prata e azul de três tiras ondadas; em chefe, duas chaves de ouro, postas em aspa. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro: "SABUGAL ".

Brasão do Município do Sabugal - Sabugal municipal coat-of-arms

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Bandeira - Gironada de oito peças de branco e verde. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.

Bandeira e estandarte do Município do Sabugal - Sabugal municipal flag and banner

Acima, a bandeira e estandarte de acordo com o texto da descrição que foi publicada (versão correcta).
Em baixo, a bandeira e estandarte (versão incorrecta) (ver explicação)

Bandeira e estandarte do Município do Sabugal - Sabugal municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 23/12/1925
Segundo o parecer da Comissão de Heráldica e Genealogia da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 13/01/1964

Portaria do Ministério do Interior de 05/03/1964,
publicada no Diário do Governo n.º 62, 2.ª Série de 13/03/1964

Armas - De vermelho, com um castelo de prata acompanhado de dois sabugueiros de verde, floridos de prata, tudo sobre um terrado de sua cor cortado por um rio de prata aguado de azul, em chefe duas chaves de ouro em aspa. Coroa mural de prata de quatro torres.

Brasão do Município do Sabugal - Sabugal municipal coat-of-arms

Baseado no desenho original de João Ricardo Silva

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Bandeira - Branca, com uma fita bordada de branco com os dizeres: »Vila de Sabugal».

Bandeira e estandarte do Município do Sabugal - Sabugal municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Transcrição do parecer

Parecer apresentado e aprovado em sessão de 23 de Dezembro de 1925 da Secção de Heráldica e Genealogia da Associação dos Arqueólogos Portugueses.

A Associação dos Arqueólogos Portugueses remeteu à sua Secção de Heráldica e Genealogia, um ofício nos seguintes termos;

- Câmara Municipal do Concelho de Sabugal. Serviço da República, Sabugal, 15 de Outubro de 1925. Ex.mo Sr. Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Lisboa. Ex.mo Sr. Desejando organizar-se nesta vila uma comissão de defesa e protecção do seu castelo, venho rogar a V. Ex.ª a subida fineza de me informar do seguintes: Existe nos arquivos arqueológicos a história do castelo de Sabugal, data da sua fundação e construção da Vila? As armas da Vila são as mesmas que se vêm no carimbo da Câmara fixado na presente? No caso de existir a história do castelo e da vila, desejava uma cópia de tudo quanto exista incluindo desenhos, enfim de quanto haja referente a esta vila. As despesas que V. Ex.ª fizer para tal fim correm sob minha responsabilidade, que satisfarei logo que seja apresentada a respectiva conta. Com os protestos da minha consideração desejo a V. Ex.ª Saúde e Fraternidade. (a) Ismael Mota. Chefe da Secretaria da Câmara. -

É muito vasto o pedido do Secretário da Câmara do Sabugal e desde que se desejasse responder às mesmas perguntas com um certo desenvolvimento, teríamos que encher volumes, pois a história do Sabugal é vastíssima.

Rapidamente portanto, tentarei dizer o indispensável para a organização das armas.

Por estar o Sabugal a 18 quilómetros da fronteira espanhola, é este castelo um dos que constitui a defesa de Portugal.

Foi a vila do Sabugal fundada em 1220 por Afonso IX de Leão, pertencendo ao Bispado de Cidade Rodrigo. Aqui se fizeram as pazes entre D. Sancho II de Portugal e D. Fernando III de Castela estando estes dois reis presentes. No Sabugal se entrevistaram em 1287 os Reis D. Dinis e D. Sancho IV o Bravo, e aqui se juntou a corte portuguesa com a corte de Castela para o casamento de D. Maria filha de Afonso IV de Portugal com D. Afonso XI o sábio.

O castelo de Sabugal, foi construído em 1296 pelo Rei D. Dinis e ampliado no século XV. A vila foi tomada por este Rei após a guerra com Fernando IV de Castela.

O Livro das Fortalezas do Reino, desenhado por Duarte Darmas por ordem do Rei D. Manuel I e portanto do século XVI, existente na Torre do Tombo, contém dois preciosos desenhos do castelo de Sabugal.

A vila de Sabugal é a principal povoação da antiga região denominada "Território de Cima Côa", situada na Beira Baixa, consistindo numa tira de terra entre os rios Côa e Águeda na sua embocadura no Douro, tendo 90 quilómetros de comprido e 24 quilómetros na sua máxima largura.

Era uma grande mata de sabugueiros o local onde se construiu a vila, razão porque lhe ficou o nome de Sabugal.

A várias guerras assistiu o castelo de Sabugal, sendo a última em 3 de Abril de 1811 quando o Marechal Beresford, com uma divisão de portugueses e ingleses, atacou o exército francês do comando de Massena, ferindo-se uma tremenda batalha nas planícies de Sabugal.

Enfim, longe iria o descrever a história desta vila que bem merece que alguém se interesse a valer por tal estudo.

Sabugal teve foral antigo, dado pelo Rei D. Dinis em Trancoso no dia 10 de Novembro de 1296 o qual se acha registado no Livro II das Doações do mesmo Rei, folhas 128, arquivado na Torre do Tombo.

El-Rei D. Manuel I, deu foral novo à vila de Sabugal, datado de Lisboa al de Junho de 1515, o qual se acha registado no Livro de Forais Novos da Beira a folhas 127, também no mesmo arquivo.

Neste foral também se trata de Forcalhos e Souto da Silva.

Na gaveta 6, maço 1, documento nº. 246 na Torre do Tombo há elementos para o referido foral novo e as inquirições que para a sua confecção, foram feitas, estão no mesmo Arquivo no Corpo Cronológico, Parte II, Maço ll, Documento 188.

Nas "Memórias sobre o Concelho de Sabugal" por Joaquim Manuel Correia, publicadas no XI volume do "O Archeologo Portuguez", 1906, vem extractado o "Tratado de Alcanizes", celebrado em 12 de Agosto de 1297, em que a vila de Sabugal foi confirmada na posse do Rei D. Dinis de Portugal, sem ser em dote pelo seu casamento com a Rainha Santa Isabel, como tem corrido através da história.

Como o primeiro foral lhe foi dado por El-Rei D. Dinis, devem as armas da vila datar dessa época, ou mal ordenadas de princípio, ou alteradas posteriormente, necessitam essas armas de ser reguladas heraldicamente de forma a serem a representação histórica e tradicional de tão importante vila.

Vilhena Barbosa no volume III da sua obra "As Cidades e Vilas da Monarchia Portugueza que teem brazão d'armas", 1865, apresenta-nos as armas de Sabugal com um arbusto que não dá ideia de um sabugueiro, tendo à esquerda uma chave, que diz ser alusão ao antigo castelo que defendia a vila.

Que o sabugueiro exista nas armas, como peça falante, está muito bem, já pela grande quantidade destes arbustos que existem ou existiram por aquela região, já porque é destes arbustos que deriva o nome da localidade. Que a chave representa o castelo é que não está muito bem. Um castelo é sempre representado por um castelo que por todos os princípios deve figurar nas armas de Sabugal. A chave tem outra significação muito mais importante. O castelo da vila de Sabugal não era para defesa local, a sua missão era muito superior, este castelo foi construído para defesa da fronteira e portanto para ajudar a defender Portugal de qualquer invasão.

As chaves, são emblemas de poder e indicam nas armas de domínio, a guarda e defesa das fronteiras.

É portanto absolutamente indispensável que nas armas de Sabugal existam chaves, mas no chefe das armas, que é o lugar mais honroso do campo.

No VI volume do "Portugal", Dicionário Histórico, etc. 1912, diz-se que o campo das armas de Sabugal é de azul, o que não passa dum grande erro.

O azul tem o segundo lugar entre as cores heráldicas e representa a nobreza, a caridade, o zelo e a lealdade, mas o vermelho, que tem o primeiro lugar entre as mesmas cores, significa vitória, ardil e guerra.

O campo das armas do Sabugal, deve ser vermelho por todos os motivos.

Portanto em face das razões expostas, proponho que as armas da vila de Sabugal sejam assim organizadas:

ARMAS - De vermelho com um castelo de prata acompanhado de dois sabugueiros de verde floridos de prata, tudo sobre um terrado da sua cor cortado por um rio ondado de prata aguado de azul. Em chefe duas chaves de ouro em aspa, coroa mural de prata de quatro torres.

BANDEIRA - Branca com uma fita bordada a negro com os dizeres VILA DE SABUGAL.

SELO - Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos os dizeres CÂMARA MUNICIPAL DE SABUGAL.

Lisboa, 23 de Dezembro de 1925.

[Affonso de Dornellas).

Nota - O texto a vermelho foi acrescentado a 13/01/1964.

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: Processo do Município de Sabugal (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/SBG/UI0016/00159).

Ligação para a página oficial do município de Sabugal

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