Feriado Municipal - 8 de Setembro Área - 203 Km2

Elevação da sede do município à categoria de cidade pela Lei n.º 22/93 de 02/07/1993

Freguesias - Civil parishes

Alpendorada, Várzea e TorrãoAvessadas e RosémBanho e CarvalhosaBem ViverConstanceMarcoParedes de Viadores e ManhuncelosPenha Longa e Paços de GaioloSande e São LourençoSanto Isidoro e LivraçãoSoalhães SobretâmegaTabuadoVárzea, Aliviada e Folhada Vila Boa do BispoVila Boa de Quires e Maureles

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Terceira ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 27/07/1993
Estabelecida em reunião de Assembleia Municipal, em 30/09/1993

Publicada no Diário da República n.º 47, 3.ª Série, Parte A de 25/02/1994

Armas - Escudo de negro, ponte de sete arcos, ameada de prata, lavrada de negro, movente dos flancos sobre um pé ondado de prata e azul; em chefe, um chafariz de ouro, repuxando água de prata. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com a legenda em maiúsculas a negro "MARCO DE CANAVESES".

Brasão do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal coat-of-arms

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Bandeira - Gironada de branco e negro. Cordão e borlas de prata e negro. Haste e lança de ouro.

Bandeira e estandarte do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal flag and banner

Acima, a bandeira e estandarte de acordo com o texto da descrição que foi publicada (versão correcta).
Em baixo, a bandeira e estandarte (versão incorrecta) (ver explicação)

Bandeira e estandarte do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Segunda ordenação heráldica do brasão e bandeira

Estabelecida em reunião de Assembleia Municipal, em 28/04/1986
Publicada no Diário da República n.º 120, 3.ª Série, Parte A de 26/05/1986

Armas - De negro, ponte de sete arcos, ameada de prata lavrada de negro, movente dos flancos sobre um pé ondeado de prata e azul. Em chefe, um chafariz de ouro, repuxando água de prata. Listel de branco, com letras a negro “ Marco de Canaveses “. Coroa mural de quatro torres de prata.

Brasão do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal coat-of-arms

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Bandeira - Prata. Fita branca com a legenda "Vila do Marco de Canaveses" a preto, cordões e borla prata e azul.

Bandeira e estandarte do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Primeira ordenação heráldica do brasão e bandeira

Segundo o parecer da Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 21/11/1928
Aprovado pelo Ministro do Interior em 28/02/1935
Portaria n.º 8019, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 48, I Série de 28/02/1935

Armas - De negro com um chafariz de ouro repuxando água de prata. Em contra-chefe uma ponte de prata aberta com sete arcos e ameada sobre um rio ondado de prata e de azul. Coroa mural de quatro torres.

Brasão do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal coat-of-arms

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Bandeira - Branca. Fita branca com a legenda: “Vila do Marco de Canaveses“. Cordões e borlas de prata.

Bandeira e estandarte do Município de Marco de Canaveses - Marco de Canaveses municipal flag and banner

Bandeira (2x3)      Estandarte (1X1)

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Transcrição do parecer

Parecer apresentado por Affonso de Dornellas à Secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e aprovado em sessão de 21 de Novembro de 1928.

Pela Presidência da Associação dos Arqueólogos foi recebido o seguinte ofício:

- Câmara Municipal do Marco de Canavezes. - Comissão Executiva - nº 26 -Marco de Canavezes, 18 de Maio de 1926 - Ao Ex.mo Sr. Presidente da Associação dos Arqueólogos - Lisboa - Tendo a Comissão Executiva da Câmara Municipal, a que tenho a honra de presidir, resolvido mandar fazer um Estandarte Municipal e Brasão do concelho, venho solicitar a fineza da Associação dos Arqueólogos a que V. Exª dignamente preside, fazer o estudo e desenho do referido Estandarte, indigitando desde já para prestar todos os esclarecimentos os Ex.mos Srs. Manuel Vasconcelos Carneiro e Menezes, António Pereira Monteiro e o signatário deste ofício. - Saúde e Fraternidade - O Presidente (a) Mário Alexandre Rebelo Lobo.-

De fundação remota, tanto Marco como Canavezes, juntaram o nome em 1852 quando se organizou a nova Comarca passando a sede do concelho de Canavezes para o Marco.

Desde o reinado de D. Afonso Henriques que aparecem referências a Canavezes onde viveu ou teve grande influência a Rainha D. Mafalda, que, entre outras obras, ali começou a construir uma monumental ponte de sete arcos e ameada, sobre o Rio Tâmega.

No Catálogo dos Bispos do Porto composto pelo Ilustríssimo D. Rodrigo da Cunha, Porto, 1742, quando no Capítulo XIII trata do 28º Bispo D. Sancho Pires que iniciou este seu cargo em 1296 e que morreu em 1300, tendo feito testamento datado de 7 de Julho do mesmo ano, vem uma referência interessante sobre um legado em dinheiro com a seguinte indicação: "para se acabarem as pontes de Canavezes, Vouga e Águeda".

Canavezes teve foral muito antigo, que não tem data, mas de que existiu uma certidão em 9 de Janeiro de 1498, conforme consta do documento nº 119, existente na Torre do Tombo, no Maço 2, Parte I do Corpo Cronológico, conforme vejo na "Memoria para servir de indece dos foraes das terras do Reino de Portugal e seus dominios, por Francisco Nunes Franklin", Lisboa 1825.

Canavezes formou um Concelho independente, com três juízes, ordinário, dos órfãos e das sisas, vereadores judiciais e municipais. Todos estes cargos eram confirmados pelo Administrador da Albergaria da Rainha, pelo que se vê que grandes poderes tinha o referido Administrador.Canavezes formou um Concelho independente, com três juízes, ordinário, dos órfãos e das sisas, vereadores judiciais e municipais. Todos estes cargos eram confirmados pelo Administrador da Albergaria da Rainha, pelo que se vê que grandes poderes tinha o referido Administrador.

Canavezes foi uma das beetrias de Portugal. É muito interessante esta circunstância que, além de dar outros direitos, concedia os poderes de eleger os seus administradores. Era o cúmulo da liberdade. Era um privilégio diferente dos Coutos e das Honras.

Santa Rosa de Viterbo no seu "Elucidario das palavras, termos e frases que em Portugal antigamente se usarão, etc.", Lisboa - 1798, aconselha que, para conhecimento dos privilégios da Beetria, se consulte a obra de José Anastácio de Figueiredo, publicada a folhas 98 do TOMO I das Memórias da Academia Real das Ciências.

Nos últimos tempos, as pessoas que se têm dedicado ás monografias, têm copiado uns dos outros uma história muito complicada acerca da origem do nome Canavezes que dizem ser proveniente de uma nascente de águas sulfúricas que por ter aparecido junto do Rio Tâmega quando existira o Imperador Trajano, pelos anos 110 de Cristo, lhe puseram o nome de Aquae Tamacanae.

Estabelecidas ali umas termas, foi construída uma estrada para serviço das mesmas, estrada que foi chamada Tamacana Via.

Iniciada a construção de uma povoação junto ás Caldas, passaram os seus habitantes a denominarem-se Tamacanavienses.

Dizem os inventores de etimologias que é de aqui que se formou a palavra Canavezes, começando por lhe tirarem as duas primeiras silabas "Tama" ficando: Canavienses e acabando por fazerem a redução a Canaveses.

Depois de tanta gente repetir esta história, venho lembrar que o cânhamo filamentoso serve para fazer fios e tecidos, e tem o nome de Canavês, quando está em plantação, sendo muito provável que falando no plural de plantação de cânhamo, se diga – canavezes -.

Deixando Canavezes para tratar de Marco, tenho a dizer que rezam as histórias que uma povoação existente no ponto em que antigamente começava a divisão das três freguesias de Fornos, S. Nicolau de Canavezes e Tuias, tomou o nome de Marco que limitava as referidas freguesias e que existiu no alto de uma pequena eminência donde se disfruta um belo panorama.

Resta saber se o marco ali foi colocado para limitar as referidas freguesias ou se o aproveitaram, por ser de longa data, para considerar ali o referido limite.

Com o que fica exposto, temos elementos mais do que suficientes para organizar umas Armas, parecendo porem impossível que tendo Canavezes uma história tão interessante e prerrogativas tão apreciáveis, não tivesse as suas Armas que de facto não aparecem nas obras que têm tratado do assunto e pelo que teremos de nos conformar a ordená-las.

Propomos portanto que as mesmas armas sejam constituídas da seguinte forma:

De negro com um chafariz de ouro repuxando água de prata. Em contrachefe uma ponte de prata aberta com sete arcos e ameada sobre um rio ondado de prata e de azul. Coroa mural de quatro torres. Fita branca com letras pretas. Bandeira branca. Cordões e borlas de prata.

O negro em heráldica representa a terra e Marco de Canavezes fez-se do seu próprio esforço, pois foram os seus naturais que a têm desenvolvido e além disso o negro significa também firmeza e honestidade, qualidades que sempre distinguiram a Vila do Marco de Canavezes.

O chafariz representa a riqueza natural das suas notáveis águas, sendo indicado o ouro para a taça, por ser o metal mais rico e que significa constância. A água e a ponte de prata significam humildade e riqueza.

O Rio Tâmega está naturalmente indicado que seja de prata e de azul.

Como as peças principais, a ponte e a água são de prata, a bandeira deve ser branca.

A coroa mural está também indicado heraldicamente que seja de quatro torres para as Vilas.A coroa mural está também indicado heraldicamente que seja de quatro torres para as Vilas.

Affonso de Dornellas.

(Texto adaptado à grafia actual)

Fonte: Processo do Município de Marco de Canaveses (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/MCN/UI0022/00237).

Ligação para a página oficial do município de Marco de Canaveses

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