Feriado Municipal - Quinta-feira de Ascensão Área - 127 Km2
Criação do concelho e elevação a vila da sede do município,
pela Lei n.º 156 de 03/10/1913
e desanexado dos concelhos de Torres
Novas e de Santarém
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Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Segundo o parecer da Secção de Heráldica e Genealogia da Associação dos Arqueólogos Portugueses de 26/11/1932
Aprovado pelo Ministro do
Interior em 06/03/1933
Portaria n.º 7538, do Ministério do
Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 52, 1.ª Série de
06/03/1933
Segunda publicação
Aprovado pelo Ministro do Interior em
27/03/1936
Portaria n.º 8398, do Ministério do Interior,
publicada no Diário do Governo n.º 72, 1.ª Série de
27/03/1936
Armas - De prata com uma azinheira de verde arrancada e troncada de negro, frutada de ouro, a acompanhada no tronco por duas maças de curtimenta, de negro realçadas de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres: "Vila de Alcanena", de negro.


Bandeira - Esquartelada de amarelo e de negro. Cordões e borlas de ouro e negro. Haste e lança douradas.
Segunda publicação
Bandeira - Esquartelada de amarelo e negro. Cordões e borlas de ouro e negro. Haste e lança douradas.

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Parecer apresentado por Affonso de Dornellas à secção de Heráldica da Associação dos Arqueólogos e aprovado em suas sessões de 22 de Novembro de 1930 e 26 de Novembro de 1932.
Com data de 7 de Fevereiro de 1928 foi, na Associação dos Arqueólogos, recebido o seguinte ofício da Câmara Municipal de Alcanena:
- Não tendo o Município de Alcanena brasão próprio e sendo desejo desta Comissão que o Concelho de sua administração venha a ter um distintivo característico, muito agradeço a V. Exª se digne informar-me do que é necessário fazer para tal se conseguir.
Depois de trocada correspondência, foram pela mesma Câmara enviados, em 10 de Maio de 1929, os seguintes esclarecimentos: -
- Não tenho conhecimento de facto histórico ou tradicional, quer da fundação quer de outro período remoto da vida de Alcanena. O nome parece indicar a origem árabe, mas nem documento nem outro padrão (que se conheçam) o atentam. Tem Alcanena uma indústria importantíssima e muito antiga (pelo menos da época pombalina): a de curtumes, com objectos e utensílios característicos e mesmo exclusivos. A data mais antiga ou talvez a única que se revela em edifício fabril, é a de 1792, acompanhando brasão e inscrição cujo esboço se dá no papel junto.
O brasão referido representa as Armas Nacionais, e a inscrição diz que é uma fábrica de solas com privilégio real.
Alcanena tem portanto uma antiga indústria que hoje existe aperfeiçoada simplificando o fabrico de sola que já é batida por máquinas especiais.
A pequena indústria porém, é mantida com os processos primitivos tendo-me sido enviados pela Câmara Municipal, elementos suficientes com referência á ferramenta e utensílios manuais empregados, que consistem no seguinte:
- Maças de pau para bater solas;
- Ferros de descarnar as peles;
- Ganchos para puxar as peles de dentro de tanques;
- Ferro de compor as peles dentro dos tanques;
- Balde para mudança de águas taninosas.
Não há facto histórico ou circunstância especial conhecida, sobre a fundação desta Vila, pelo menos, de que eu tenha conhecimento.
Dizem alguns estudiosos que Alcanina palavra árabe, indicativa de cabaças secas e que na região dominada por esta Vila se criavam em tempos muitas cabaças.
Sabe-se que esta região tem grande quantidade de azinheiras e oliveiras, sendo a casca da azinheira utilizada para curtimento de couros, por ser rica em tanino. A freguesia, hoje apenas denominada de S. Pedro, chamou-se antigamente, de S. Pedro da Azinheira.
Parece-me pois que é a grande manifestação de actividade local, a indústria de curtimentos, que devemos ir buscar os elementos precisos para constituir o selo e por conseguinte as Armas e Bandeira da Vila de Alcanena.
As maças com a sua forma característica, acompanhando uma azinheira, darão a ideia da vida e riqueza locais.
Vejamos pois a respectiva organização:
- De prata com uma azinheira verde arrancada e troncada de negro, frutada de ouro. O tronco acompanhado por duas maças de curtimenta, de negro realçadas de ouro.
Coroa mural de prata de quatro torres, que é o indicativo da categoria de Vila.
Bandeira esquartelada de amarelo e de negro, por ser o ouro que esmalta o fruto da azinheira e o negro que esmalta as maças.
Cordões e borlas de ouro e negro.
Haste e lança douradas.
Indico a prata para o campo das Armas, porque este metal em heráldica significa humildade e riqueza.
O negro indicado para as peças das Armas, representa a terra, o esforço natural dos seus habitantes para manter uma indústria acreditada no país. O negro em heráldica significa honestidade.
Parece que assim ficará no selo e, portanto, nas Armas e na Bandeira, a representação honrosa das circunstâncias principais que enobrecem o povo da Vila de Alcanena.
Affonso de Dornellas.
(Texto adaptado à grafia actual)
Fonte: Processo do Município de Alcanena (arquivo digital da AAP, acervo “Fundo Comissão de Heráldica”, código referência PT/AAP/CH/ACN/UI0024/00250).
Informação gentilmente cedida pela Câmara Municipal de Alcanena

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